Dissertações

Do escutar, o ofício

Beatriz Brotto
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2016

Resumo: O trabalho propõe a reflexão sobre a voz poética enquanto presença manifesta. A efetividade do eco da poesia é pensada como a poesia da linguagem ou ainda como a poesia da poesia. Portanto, dir-se-ia que o tempo da poesia é o presente e, ainda mais, o instante. Tal instante, aqui, será visto como campo fértil para o nascimento da linguagem poética que existirá em um corpo presente em si, em unidade sonora. O movimento da linguagem poética existirá conforme sua manifestação, em um sendo de obra. A poesia, portanto, que se escreve enquanto escreve, posta-se no externo de um ser enquanto tal da linguagem, que diz, e, portanto, existe no dizer-poesia, em sua fala, em sua voz, som e eco. Para tanto, o trabalho se apoia em alguns poemas de João Cabral de Melo Neto, a saber: “Rios sem discurso”, “Bifurcados de habitar o tempo”, “Uma faca só lâmina”, “Alpendre no Canavial”, “Discurso do Capibaribe” e “Retrato do Escritor”.

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Klangfarbenmelodie: Relações entre poesia, música e cor

Julia Magalhães de Oliveira
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2016

Resumo: Esta dissertação teve como objetivo investigar as relações entre música e cor existentes na série poetamenos composta pelo poeta Augusto de Campos. Publicada pela primeira vez na revista Noigandres n. 2, no início da década de 1950, os poemas apresentam uma relação direta com as artes visuais posto que são coloridos, propõem uma preocupação com a forma e com a disposição dos poemas pelo espaço da página. A série também faz referência explícita ao método composicional de melodia de timbres, ou klangfarbenmelodie, elaborado na música erudita. Apesar desta indicação conceitual, esta dissertação se propôs a explorar outros caminhos de leitura crítica, percorrendo pela música popular brasileira, pela teoria das cores, e refletindo sobre questões como a harmonia, o timbre e a pausa.

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(Revista de) Poesia e Crítica: passagens

José Virgílio Souza Maciel
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2012

Resumo: Ambientado entre as décadas de 40 e 80, entre duas “aberturas políticas”, portanto – atribuídas, respectivamente, aos presidentes Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) e Ernesto Geisel (1974-1979) –, o estudo expõe (e expõe-se a) contatos, interditos, jogos de posições “estéticas” diferidas na ambiguidade do discurso, esboçando uma espécie de “quadro histórico-ideográfico” da poesia em tempos de balanço e aceleração históricas. Antes de mais nada, desejamos oferecer ao tempo uma imagem do tempo diferente de si mesmo, reconsignar o arquivo, utilizando a teoria segundo as possibilidades do material e da linguagem, no sentido de tangenciar os impasses da poesia contemporânea. Uma revista literária, Revista de Poesia e Crítica (Brasília/São Paulo/Rio de Janeiro) funciona, a cada momento, como uma espécie de ponto de partida, através do qual voltamos sempre a desdobrar as análises que vêm compor (com poemas, resenhas, críticas, entrevistas, escritos diversos veiculados em livros e periódicos) o quadro e propor questões. Embora publicada entre os anos de 1976 e 1996, a Revista de Poesia e Crítica divulga os ditos grandes feitos da chamada “geração de 45”, além de suas recentes produções (poesia e crítica) e epígonos. Receber a produção da “Geração de 45” (jogada pela crítica em geral para o “antimoderno”, o “neo-parnasiano”) no cenário “modernista” já muda a fisionomia do moderno e dos modernos; outras distâncias e outros nós. Portanto, não se trata de resgatar nenhum injustiçado, de redistribuir o valor; trata-se de – pelo deslocamento – fazer tornar à superfície. Ao lado da Revista de Poesia e Crítica (e da teoria), destacam-se as presenças das revistas Código (1974-1986, Salvador; revista concretista, também epigonal) e José (1976-1978, Rio de Janeiro; Luiz Costa Lima, Sebastião Uchoa Leite etc).

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O cão e o frasco, o perfume e a cruz: arquivo Rosa-Cruz revisitado

Fernando Floriani Petry
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2011

Resumo: A presente dissertação tem por objetivo geral um estudo comparativo entre as diferentes metodologias de pesquisa e de indexação de periódicos adotadas, respectivamente, pelo projeto ‘A pesquisa de periódicos na Literatura Brasileira’ coordenado pelo professor José Aderaldo Castello, no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB – USP) e pelo projeto Poéticas Contemporâneas coordenado pela professora Maria Lucia de Barros Camargo, no Núcleo de Estudos Literários & Culturais (NELIC – UFSC). O corpus admitido como elemento comparativo entre as duas metodologias a de pesquisa no caso do IEB e a de indexação no caso do NELIC é a revista Rosa-Cruz, uma revista simbolista publicada nos anos de 1901 e 1904, no Rio de Janeiro. Adotou-se como parâmetro de comparação o estudo desenvolvido por Antonio Dimas, em sua dissertação de mestrado a fim de instrumentalizar o cotejamento entre as duas metodologias. Desenvolveu-se também a discussão de conceitos chave, tais como Arquivo, Periódico, Indexação, Invenção / Inventário, Descrição, fundamentais para a proposta de análise da revista a partir das diferentes metodologias abordadas.

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A revista Azougue e o poeta Roberto Piva: o saque e a dádiva

Ibriela Bianca Berlanda Sevilla
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2011

Resumo: O estudo da revista de poesia Azougue (SP-RJ, 1996-2008) através da indexação no banco de dados do Núcleo de Estudos Literários & Culturais (NELIC) e análise da revista em seu conjunto de dez volumes, me permitiu perceber uma relação especial que se deu em suas páginas: o contato com o poeta Roberto Piva. Isso possibilitou um trajeto de leitura que se baseia na relação poeta/ revista via saque/dádiva, ou seja, há nesse contato uma espécie de reciprocidade: a revista é reconhecida pelos poetas que publica e o poeta é reconhecido por ter tido seus poemas nela publicados. Por conta disso, fez-se necessário voltar aos anos 1960 para verificar o contexto em que se inseriam Roberto Piva e outros poetas próximos a ele, cujos poemas foram republicados pela revista Azougue nos anos 1990. A idéia de rizoma, desenvolvida por Deleuze e Guattari, me permitiu explicar melhor a relação entre esses poetas, mostrando-se mais eficiente do que agrupá-los numa geração, pois há, na revista, antes que um grupo, uma ramificação entre os poetas publicados que iniciaram suas carreiras nos anos 1960 e outros em formação. Esses últimos pela colaboração na revista, passaram a escrever seus próprios poemas e publicá-los, muitos pelo selo Azougue.

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Do fenômeno poético à experiência urbana: (por) uma poesia de Nicolas Behr

Laíse Ribas Bastos
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2009

Resumo: O estudo da poesia de Nicolas Behr, poeta brasileiro que publica seu primeiro livro em 1977, tem como objetivo traçar um percurso que evidencia, nos recursos lingüísticos utilizados, uma poesia capaz de estabelecer uma outra relação com a linguagem, na repetição e nos vínculos com formas de manifestações poéticas e códigos de tradição já antes anunciados. Para isso, o corpus deste trabalho será o livro Laranja Seleta, antologia de poemas de Nicolas Behr publicado em 2007, além de poemas esparsos não presentes na antologia, como alguns inéditos, e outros dos livros Menino Diamantino (2003); Primeira Pessoa (2005) e Braxília Revisitada (2005). Nesse sentido, trata-se da análise de um registro poético ocupado de cenas cotidianas, de falas e fatos colhidos no dia-a-dia, da relação com a infância, das imagens da cidade, e do próprio ato poético. Desse modo, este trabalho visa, ainda, pensar as imagens que emergem do texto de Nicolas Behr: Brasília, Braxília e seus espelhos, utopias, vazios e imbricações – escavação da poesia e da cidade. Porque o texto do poeta também cerca e produz outros lugares: nem empíricos, utópicos, tampouco urbanos. Lugares de experiência da língua na poesia. Para isso, as idéias de Michel Foucault acerca das heterotopias serão um dos suportes para pensar a relação entre Brasília e Braxília como duas experiências heterotópicas e anacrônicas imbricadas em sua construção lingüística, espacial e geográfica. Espaços e contra-espaços ausentes-presentes, criadores de identidades e alteridades. Ainda é importante lembrar que noções como arquivo, memória e tempo, que remetem às teorias de Jacques Derrida, Michel Foucault e Paolo Virno permearão parte desse estudo. Assim, também será possível lançar um olhar sobre as relações estabelecidas entre sujeito e cidade, evidenciando a experiência urbana que arma estratégias de sobrevivência não só na cidade de Brasília, mas também, naquilo que a cidade não é, na falta, nas lacunas e espaços-outros, constituídos na operação poética realizada. Uma leitura por entre o texto, a partir e para além dele, nas artimanhas poéticas que exercitam a forma e a linguagem no corpo do poema.

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Anhembi (1950-1962), adiante e ao revés: Paulo Duarte e a cristalização do modernismo

George Luiz França
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2009

Resumo: Este trabalho consiste em um estudo do mensário “de alta cultura” Anhembi, publicado entre dezembro de 1950 e novembro de 1962 na cidade de São Paulo por Paulo Duarte, que fora amigo de Mário de Andrade, ligado ao grupo d’O Estado de S. Paulo, chefe de gabinete do prefeito Fábio Prado e deputado do Partido Constitucionalista. Outras leituras da revista já haviam sido realizadas, primando ou pelos posicionamentos políticos de Duarte ali expressos (contra Getúlio Vargas, Adhemar de Barros, Juscelino Kubitschek e João Goulart, mas simpáticos a Armando de Salles Oliveira e Lucas Nogueira Garcez e dúbios em relação a Jânio Quadros) ou pela crítica de cinema ali veiculada, ou pelo trânsito das Ciências Sociais no periódico. O que está em jogo, neste estudo, é muito menos a recuperação monumental da revista como patrimônio histórico do Modernismo do que a problematização da formação de um cânone e da cristalização das forças do movimento modernista operada após a morte de Mário de Andrade por uma vertente que se reivindica sua herdeira. Para isso, opera-se uma descrição do ideário bandeirante, em que o nome da revista a inscreve, e da repercussão dessa mesma imagem em vários textos produzidos ao longo da primeira metade do século XX. Em seguida, discute-se o problema da antologia como instrumento de Estado, de seleção e exclusão, em que se manifesta um embate de forças. Na segunda parte, procura-se configurar antecedentes da migração da vanguarda brasileira em direção ao cânone, analisando textos, no periódico, que fazem parte desse processo, especialmente de Sérgio Milliet, Murilo Mendes, Mário da Silva Brito e Oswald de Andrade, salvaguardadas as diferenças entre seus trabalhos e procurando ver como entendem o momento da vanguarda, o passado literário brasileiro e que idéia fazem do contemporâneo. Por fim, arrolam-se problemas abertos para outros estudos que possam partir da revista na área de Literatura, como a relação da vertente institucional do Modernismo com o Concretismo e com outras manifestações artísticas dos anos 50.

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Dois lados da moeda? Versus, um jornal alternativo, e Cultura, uma revista do MEC (1976-1978)

Jeferson Candido
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2008

Resumo: Esta dissertação é uma leitura comparativa de dois periódicos: Cultura, revista publicada pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) entre 1971 e 1984, e Versus, jornal alternativo que circulou entre 1975 e 1979. O recorte proposto se deteve nos anos de 1976, 1977 e 1978, ou, números 20 a 30 de Cultura e 01 a 23 de Versus. A partir do que os periódicos entendiam pelo termo “cultura”, foram detectadas não só diferenças, mas, também, semelhanças entre ambos. Ainda com relação ao significado e função atribuídos à cultura por Cultura e Versus, detectamos as diferenças de posicionamento internas (isto é, dentro das publicações). Ao final, percebe-se que a “cultura”, tanto por parte do Estado, como por parte dos opositores ao regime militar, é relegada a um segundo plano, seja pela conjuntura econômica, no primeiro caso, seja pela conjuntura política, no segundo.

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Revista Cult: leituras do presente (1997-2002)

Fabíola Alves da Silva
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2006

Resumo: Centrando seu foco sobre a revista literária Cult, este trabalho pretende observar como esta publicação contemporânea trava um diálogo com o presente e, particularmente, como o mercado e a literatura se vêem envoltos nesse processo. Para realizar a tarefa, primeiro foram lidos e catalogados os primeiros 56 números da revista (veiculados entre julho de 1997 e março de 2002), cujas informações foram inseridas em um banco de dados informatizado que auxilia, através da obtenção de dados quantitativos e porcentagens, traçar um perfil da publicação. Tendo como base esses dados descritivos, a leitura dos textos desse corpus e o material teórico, partiu-se para uma reflexão mais analítica que foi dividida em três partes: a primeira indicando como os sentidos do nome “cult” determinam a própria configuração da revista, a segunda parte atentando para a convivência de opostos na Cult e a terceira parte constatando a invasão de um fenômeno moderno nas páginas da revista: a inflação da memória. A fragmentação da leitura em várias “leituras” permitiu visualizar por diferentes ângulos a constituição da revista e sua complexa relação com o presente.

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Não se morre mais, cambada… (o tom de Tom Zé)

Demétrio Panarotto
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2005

Resumo: Este trabalho procurou pensar o lugar (Tom) de Tom Zé na música popular brasileira; um lugar nem sempre fácil de detectar, talvez um “entre-lugar” que, permitiu olhar para Tom Zé a partir da idéia de híbrido que se acomoda neste terceiro espaço do qual nos fala Bhabha a partir de Derrida. Para tanto, fazem parte (desta dissertação) quatro capítulos nos quais procurei posicionar Tom Zé e apresentá-lo dialogando com a linha teórica na qual trabalhei — Bhabha, Derrida, Foucault, Barthes, Delleuze, Bataille —, mas, antes de qualquer coisa, apresentar Tom Zé dialogando com o próprio Tom Zé e com os diálogos que fazem parte do universo deste sertanejo de Irará-BA que adotou São Paulo para morar.

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A tensão dos domínios no caderno Letras da Folha de S. Paulo

Rafael Copetti
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2005

Resumo: Esta dissertação é resultado da leitura, indexação e análise do caderno cultural Letras, que circulou junto às edições de sábado do jornal Folha de S. Paulo entre abril de 1989 e fevereiro de 1992. A coleção de Letras, composta por 150 fascículos, é pensada a partir de três polêmicas surgidas nas páginas do caderno as quais sintetizam importantes tensões que o permeiam: a coexistência de objetos de análise oriundos de diversos domínios; a disputa entre o crítico jornalista, o crítico acadêmico e o escritor no que tange à legitimidade para o exercício da crítica; e a relação entre Letras e o mercado editorial.

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Cultura em Opinião: as páginas de Tendência e Cultura

Eduard Marquardt
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2003

Resumo: Esta dissertação tem por objeto a editoria “Tendências e Cultura” do jornal Opinião, dirigido por Fernando Gasparian e publicado no Rio de Janeiro, pela editora Inúbia, no período de outubro de 1972 a abril de 1977. A pesquisa inclui a catalogação de todos os artigos publicados no espaço da editoria de cultura, um histórico do jornal Opinião, bem como uma descrição de colaboradores, tipos de texto e assuntos da editoria. A partir dessa descrição, estão mapeadas questões relacionadas à crítica cultural, tais como o debate acerca do conceito de cultura, a relação produção crítica e produção artística versus mercado e a função do jornalismo cultural.

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Contra fato, há Argumento: leitura de uma revista cultural de resistência

Débora Cota
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2001

Resumo: Leitura de Argumento – revista mensal de cultura, que teve publicado apenas quatro números. A revista foi lançada pela editora Paz e Terra e circulou entre os meses de outubro de 1973 e fevereiro de 1974, sob a direção de Barbosa Lima Sobrinho. A partir das informações extraídas da indexação do periódico na base de dados desenvolvida pelo projeto “Poéticas contemporâneas: histórias e caminhos”, observou-se uma postura de crítica e resistência ao que estava político e culturalmente instituído no cenário brasileiro e latino-americano da época, o que levou a entender que a revista pretendia divulgar o seu projeto cultural. Este apresenta-se através de uma conjunto de textos que afirmam uma noção de cultura, uma posição da crítica literária e também o ideal de integração da América Latina.

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José e 34 Letras através do espelho

Simone Dias
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2000

Resumo: Esta dissertação apresenta resultados da leitura, indexação e análise de duas revistas cariocas: José – Literatura, Crítica & Arte (1976-78) e 34 Letras (1988-90). Na primeira revista, que teve dez números publicados sob a coordenação de Gastão de Holanda, percebe-se um projeto ainda atrelado à proposta e aos ícones modernistas (Drummond e Mário), enquanto a segunda, fruto do empenho de um grupo de estudantes da PUC-RJ, circula em sete números com um design gráfico bastante elaborado, abrigando em suas páginas várias tendências e linhagens. Os periódicos servem também para ler a crise e a emergência de dois perfis de intelectual: o legislador e o intérprete.

Publicada em livro: Continuidades efêmeras: a crise do intelectual legislador e a ascensão do intérprete (Chapecó: Argos, 2001).

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O livro está pronto. E agora? Uma leitura de Escrita

Nilcéia Valdati
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
2000

Resumo: Esta dissertação detêm-se em analisar a revista Escrita. Publicada em São Paulo entre 1975-1988, tendo como editor o jornalista e ficcionista Wladyr Nader, passou por algumas transformações durante os treze anos de sua existência, as quais possibilitaram a divisão da revista em três grandes fases. A partir da seleção de alguns textos e de dados colhidos na indexação do periódico, este trabalho se propõe a pensar sobre algumas das idéias que constituíram um passado recente, as décadas de 70 e 80 : literatura, imprensa, indústria cultural e como a relação desses elementos em Escrita é geradora de tensão.

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Glória póstuma: Almanaque objeto de estudo

Renata Telles
Orientadora: Maria Lucia de Barros Camargo
1999

Resumo: Análise da revista Almanaque – Cadernos de Literatura e Ensaio, centrada em seus sete primeiros números, publicados pela Editora Brasiliense e organizados por Walnice Nogueira Galvão e Bento Prado Jr., de 1976 a 1976 a 1978. A partir dos manifestos de crítica literária presentes nessa primeira fase da revista, a dissertação busca respostas para as questões presentes no título: a relação entre discurso acadêmico e indústria cultural, cadernos de literatura e ensaio e almanaques, mapeando as posições defendidas e as alternativas vislumbradas pela crítica literária brasileira no final dos anos 70. A dissertação inclui ainda a indexação completa dos quatorze números do periódico, desenvolvida no banco de dados do projeto “Poéticas contemporâneas: histórias e caminhos”, do Núcleo de Estudos Literários & Culturais da UFSC.